O ciclo de Gustavo Marques no Sport Lisboa e Benfica chegou ao fim. O defesa-central brasileiro, que pertencia aos quadros encarnados, foi oficializado esta sexta-feira como reforço a título definitivo do Red Bull Bragantino, tendo assinado um contrato de longa duração, válido até 2030.
A operação, que já estava em cima da mesa devido ao empréstimo anterior, foi agora concretizada com sucesso, rendendo aos cofres da Luz cerca de 3,5 milhões de euros, conforme avançado pela imprensa brasileira.
De promessa na equipa B à estreia com Schmidt
Gustavo Marques, agora com 24 anos, chegou ao Benfica na época 2022/23, inicialmente vindo do América Mineiro para integrar a equipa B, após uma passagem pelo Torreense. O seu crescimento na estrutura secundária foi notório, culminando na temporada 2023/24 com 32 jogos realizados, um golo e uma assistência.
O seu esforço foi premiado com a chamada à equipa principal, então orientada por Roger Schmidt. A estreia oficial aconteceu na 15.ª jornada da Liga Portuguesa, na vitória por 3-0 frente ao Famalicão, onde o central somou os seus primeiros minutos de águia ao peito.
Consistência no Brasil apesar das polémicas
Apesar da curta passagem pela equipa principal, o central encontrou no Red Bull Bragantino o palco ideal para a sua afirmação. O percurso no Brasil não foi, contudo, isento de sobressaltos: o jogador chegou a enfrentar uma suspensão de 12 jogos na sequência de um comentário sexista, um episódio que marcou negativamente a sua imagem, mas que não impediu o clube brasileiro de continuar a apostar no seu valor desportivo.
A resposta dentro das quatro linhas foi contundente:
2025: 16 jogos e 1 golo apontado.
2026: Uma ascensão meteórica com 3 golos e 1 assistência em 29 partidas.
Estes números convenceram a estrutura do Bragantino a avançar para a contratação definitiva, garantindo um ativo que demonstrou capacidade de adaptação e produtividade ofensiva pouco comum para a sua posição.
O impacto financeiro para a Luz
Com esta venda, o Benfica concretiza mais um passo na sua estratégia de gestão de ativos. Ao realizar 3,5 milhões de euros por um jogador que não se conseguiu afirmar como opção regular para a equipa principal, o clube assegura um encaixe importante que poderá ser canalizado para outros reforços, especialmente numa altura em que a equipa de Marco Silva procura robustez defensiva para atacar o título nacional na temporada 2026/27.
Gustavo Marques parte agora para um compromisso de quatro anos no Brasil, onde procurará continuar a sua evolução no Brasileirão, fechando definitivamente o capítulo encarnado na sua carreira.
Acredita que o Benfica fez bem em libertar Gustavo Marques por 3,5 milhões de euros, ou o central ainda poderia ter sido uma alternativa viável para compor o plantel principal de Marco Silva?

0 Comentários